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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Avaliação Terceiro Ano/ Segundo Bimestre

Sabendo que a mídia não é "neutra" (se não leu, leia esse texto), ou seja que é carregada de intenções e ideologias, siga os passos abaixo para criar um mini "observatório da imprensa".

Em grupo definam um tema para o trabalho, que pode ser um acontecimento político do Brasil ou da sua cidade.

ETAPA INDIVIDUAL
  • Cada componente do grupo deverá escolher uma matéria sobre o acontecimento definido pelo grupo. Essa matéria poderá ser de jornais, revistas, sites ou telejornais. No caso desse último veículo, tente anotar as informações passadas e, principalmente, os comentários dos apresentadores e repórteres, ou procurar a exibição da matéria em algum canal online (youtube, por exemplo). Você deve tomar cuidado para que a fonte da sua notícia não seja a mesma de outro colega do grupo. 
  • Faça um fichamento da matéria que escolheu (uma espécie de ficha na qual deverá registrar as ideias principais de artigos e reportagens organizadas em tópicos). Destaque questões como:
    • Como a reportagem descreve o acontecimento em questão: O que aconteceu? Como? Quando? Onde? De que maneira?
    • Quem são os personagens envolvidos? Há exposição das diferentes versões sobre o fato narrado?
    • É possível identificar que o autor da matéria é favorável a algum dos lados? Qual? Que indícios levam a essa conclusão?
    • O autor tenta demonstrar "neutralidade"? Como?
    • Caso você identifique um posicionamento, ele é colocado de maneira clara? Como o autor procura "disfarçar" seu ponto de vista?
ETAPA EM GRUPO
  • Comparem as abordagens nos diferentes veículos. Comparem os fichamentos: Há semelhanças entre os diferentes meios de comunicação consultados? É possível concluir que a mídia traz, de alguma maneira, os olhares de jornalistas e instituições?
  • Elaborem  um relatório final, expondo as conclusões do grupo. 
Orientações:
- O grupo deve ter 4 ou 5 componentes.
- O relatório final deverá ser entregue junto com o fichamento individual de cada integrante do grupo.

Atividade adaptada de DIMENSTEIN, Gilberto; RODRIGUES, Marta Assumpção; GIANSANTI, Alvaro Cesar. Dez lições de Sociologia para um Brasil Cidadão. Vol. Único. São Paulo: FTD, 2008.

Avaliação Segundo Ano/ Segundo Bimestre

Você certamente já ouviu falar muito em "trabalho". Ao longo das aulas, você pôde conhecer a abordagem sociológica para esse conceito. Ela não é a única. Compare as seguintes definições de "trabalho", dadas por três diferentes disciplinas:

Sociologia/ Ciências Sociais
O trabalho é uma relação social produtiva submetida às exigências técnicas e materiais da produção. Portanto, o trabalho deve ser explicado no âmbito das especificidades de uma dada sociedade. Para Marx, por exemplo, o trabalho assalariado objetivado é o trabalho da época capitalista.
Fonte: SPURK, Jan. A noção de trabalho em Karl Marx. In: MERCURE, Daniel; SPURK, Jan (Org.). O trabalho na história do pensamento ocidental. Petrópolis: Vozes, 2005.


Filosofia
Para o filósofo alemão Jürgen Habermas, o trabalho é uma ação racional com respeito a fins, por meio da qual homens e mulheres se apropriam da natureza em busca da sobrevivência e interagem comunicativamente entre si.
Fonte: HABERMAS, Jürgen. Técnica e ciência enquanto tecnologia. In: Textos escolhidos. v. XLVIII. São Paulo: Abril Cultural, 1975. p. 310-311. (Os Pensadores)


Física
Realizar trabalho em Física implica a transferência de energia de um sistema para outro e, para que isso ocorra, são necessários uma força e um deslocamento adequados.
Fonte: DOCA, Ricardo Helou; BISCUOLA, Gualter José; VILLAS BÔAS, Newton. Física. São Paulo: Moderna, 2010.

Utilizando sua criatividade, escolha um dos projetos a seguir para realizar, individualmente ou em grupo:
  1. escrever um poema (individual/ postagem Facebook, email ou papel);
  2. escrever uma paródia de uma música famosa (individual ou em dupla/ postagem Facebook, email ou papel);
  3. compor uma música e sua letra (individual ou em dupla/ postagem no Sound Cloud ou Facebook);
  4. fazer um vídeo curta-metragem de um minuto (até 4 componentes/ postagem no Facebook);
  5. elaborar, escrever o roteiro e gravar um programa de rádio (até 4 componentes/ postagem no Sound Cloud ou Facebook);
  6. fazer uma obra de artes visuais - pintura, desenho, instalação (individual/ postagem em rede social ou entrega física);
  7. elaborar uma história em quadrinhos, charge ou tira (individual ou em dupla/ postagem Facebook, email ou papel);
  8. tirar fotografias, relacioná-las e realizar uma exposição virtual (até 4 componentes/álbum compartilhado no Facebook em modo público).
O seu projeto deve estaelecer uma comparaçao ou relação entre as três definições apresentadas anteriormente.
Caso tenha outra ideia de projeto artístico-lúdico para trabalhar o tema, converse com o professor sobre a possibilidade de realizá-la.

Atividade retirada do livro Sociologia - Ensino Médio, Editora Scipione. Autores: ARAÚJO, Silvia Maria; BRIDI, Maria Aparecida; MOTIM, Benilde Lenzi.
 

sábado, 14 de março de 2015

Publicidade, Consumo e Indústria Cultural

       1) Assista ao vídeo “Criança, a alma do negócio” e responda:
a) Relacione o título do documentário ao seu conteúdo.
b) De acordo com o documentário, como a exposição desregulada à campanhas publicitárias influencia as crianças nos seguintes itens:
- Relacionamentos (com outras crianças e com os pais)
- Desenvolvimento (psicológico, emocional, sexual...)
- Alimentação e saúde

       2) Leia o texto “Indústria Cultura e Consumo” e relacione:
a) Cada frase destacada ao conteúdo abordado no vídeo, citando exemplos (também do vídeo).
b) O conteúdo geral do texto ao conteúdo geral do vídeo.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Avaliação de 4º Bimestre - Primeiro Ano (Sociologia)

Seguem os links para a avaliação do 4º bimestre. São 4 - 3 textos com perguntas sobre eles e uma avaliação final. 

1º Ano/ 4º Bim/ 1º Estudo - Estigmas: colocando rótulos - http://goo.gl/forms/QLuqPaFxmP  
1º Ano/ 4º Bim/ 2º Estudo - Preconceito e Discriminação - http://goo.gl/forms/q2EYpmKRJm  
1º Ano/ 4º Bim/ 3º Estudo - Ações afirmativas: o que é isso? - http://goo.gl/forms/2uPM3fcJhu  
1º Ano | 4º Bim | Avaliação  - http://goo.gl/forms/hvcmGnHKQb  

As regras do jogo: 
-Pode ser feito individual ou em grupo de, no máximo, 4 pessoas 
-Devem ser respondidos ou entregues até dia 4/12, ou seja, nossa próxima aula. 
-Podem ser respondidos diretamente online ou só as respostas em papel (prefiro que seja online, mas se não tiver como, ok) 
-Lembrem de colocar os nomes de cada componente do grupo. 
-Não copiem respostas da internet!!!  

Qualquer dúvida, entre em contato: 
Email
re.rsantos@hotmail.com 
Facebook: 
Blog da Professora Renata (página) 
Professora Renata (perfil) 


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Avaliação Final - Segundo Ano (Sociologia)


PRIMEIRA ETAPA - INDIVIDUAL
 
Entrevista com algum familiar (pai, mãe, tia, tio...) de 30 anos ou mais que trabalhe.
 
  1. Identificação
    1. Grau de parentesco
    2. Idade
    3. Profissão

  1. Vida profissional
    1. Qual foi seu primeiro trabalho?
    2. Com quantos anos você começou a trabalhar?
    3. Qual foi o motivo pelo qual você começou a trabalhar?
    4. Você se arrepende de ter começado a trabalhar com essa idade? Se tivesse outra oportunidade, começaria mais cedo ou mais tarde?

  1. Sonhos e expectativas
    1. Quando era criancinha, o que você respondia quando perguntavam o que queria ser quando crescesse?
    2. E quando você tinha a minha idade? O que você queria ser profissionalmente?
    3. Por que você acha que isso não aconteceu?
    4. Se você pudesse voltar no tempo em que você tinha a minha idade e dar um conselho pra você mesmo, qual conselho você daria?

 

 SEGUNDA ETAPA - GRUPO DE 3 A 5 INTEGRANTES
  1. Analisem brevemente as respostas. Foram parecidas? Alguma surpreendente?
  2. Relacione as respostas do bloco 2 (Vida profissional) ao texto "Desenvolvimento Humano e Capitalismo".
  3. Assistam ao vídeo "Como desempacar e começar qualquer projeto" e relacionem às respostas do bloco 3 (Sonhos e expectativas).

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Trabalho e Emprego

O trabalho flexibilizado e mundializado
O sociólogo brasileiro Octávio Ianni (1926-2004), no artigo "o mundo do trabalho", publicado em 1994 no periódico São Paulo em perspectiva (Seade), afirma que todas as mudanças no mundo do trabalho são quantitativas e qualitativas, e afetam a estrutura social nas mais diferentes escalas. Entre essas mudanças, ele aponta o rompimento dos quadros sociais e mentais que estavam vinculados a uma base nacional. Ele quer dizer que hoje, com o trabalho flexível e volante no mundo todo, pessoas migram para outros países em busca de trabalho. E, assim, nos países a que chegam, geralmente vivem em situação difícil, desenvolvendo trabalhos insalubres e em condições precárias. Além das dificuldades de adaptação, com frequência enfrentam problemas de preconceito racial, religioso e cultural.
O fenômeno dos decasséguis, os brasileiros descendentes de japoneses que se deslocam para trabalhar no Japão por curtas ou longas temporadas, é a expressão bem visível desse processo. Trabalham mais de 12 horas por dia e são explorados ao máximo. Alguns, mais qualificados, conseguem bons empregos, mas a maioria não. A esta restam as opções de voltar ou de lá permanecer marginalizada.

Emprego: o problema é seu
[...] todos os assalariados de uma empresa, não importa qual seja o seu nível hierárquico, não sabem nunca se serão mantidos ou não no emprego, porque não é a riqueza econômica da empresa que vai impedir que exista redução de efetivo. Vou dar o exemplo [...] da Peugeot e da Citroen (GrupoPSA), que conheço bem, na França. É uma empresa que está funcionando muito bem. Ela passa seu tempo a despedir as pessoas de maneira regular. Isso é perversão, mas a perversão está ligada à psicologização. O que quero dizer com isso? Poderão permanecer na empresa apenas aqueles que são considerados de excelente performance. [...] Isso é psicologização, na medida em que, se alguém não consegue conservar o seu trabalho, fala-se tranquilamente: "mas é sua culpa, você não soube se adaptar, você não soube fazer esforços necessários, você não teve uma alma de vencedor, você não é um herói." [...] quer dizer: "você é culpado e não a organização da empresa ou da sociedade. A culpa é só sua." Isso culpabiliza as pessoas de modo quase total, pessoas que, além disso, ficam submetidas ao devotamento, lealdade e fidelidade, mas ela não dá nada em troca. Ela vai dizer simplesmente: você tem a chance de continuar, mas talvez você não permaneça".

Questões:
1) Qual é a principal relação entre os dois textos?
2) O emprego é uma questão pessoal, social ou ambas? Justifique.

Fonte: Dez Lições de Sociologia para um Brasil Cidadão. Gilberto Dimenstein et all.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Visão de mundo dos indígenas

Questões:
1) Defina etnocentrismo com suas palavras.
2) Relacione o texto ao conceito de etnocentrismo.
3) Cite dois exemplos de atitudes etnocêntricas.

Diálogo entre um chefe tupinambá e um francês na Baía da Guanabara em 1555.

Tupinambá: Por que vindes vós outros, franceses e portugueses, buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?

Francês: Temos muita, mas não desta qualidade. E não a queimamos, mas dela extraímos tinta para tingir, tal como vós fazeis com seus cordões de algodão.

Tupinambá: E por ventura precisais de muita madeira?

Francês: Sim, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados.

Tupinambá: Ah! Tu me contas maravilhas... Mas esse homem tão rico de que me falas não morre?

Francês: Sim, morre como os outros.

Tupinambá: E, quando morrem, para quem fica o que deixam?

Francês: Para seus filhos se os têm. Na falta destes, para os irmãos ou parentes mais próximos.

Tupinambá: Na verdade, agora vejo que vós outros franceses sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tant para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois da nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.

[...]

LÉRY, Jean de. Viagem à Terra do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 2007.
 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Etnocentrismo - Atividade

TEXTO: 
Proibição à burca na França: oprimir para libertar? (adaptado)
Por Maíra Kubík Mano*, para o Opera Mundi (publicado em 13/04/2011)
Desde segunda-feira, passou a vigorar, na França, a proibição do uso da burca e do niqab – véu que cobre todo o rosto, deixando apenas um espaço para os olhos – em espaços públicos.
“Ajo em nome da dignidade da mulher”, disse o presidente Nicolas Sarkozy. “Esconder o rosto (…) coloca as pessoas em questão numa situação de exclusão e de inferioridade incompatível com os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade afirmados pela República Francesa”, completou o primeiro-ministro François Fillon. O discurso de ambos, assim como de muitos grupos feministas, é de libertação das mulheres, que seriam oprimidas por seus maridos e pelo Islã.
A iniciativa convenceu a sociedade, pois, segundo pesquisa realizada pelo Pew Global Attitudes Project, 82% dos franceses aprovam a proibição da burca e do niqab.
Mas… será que os franceses perguntaram para as muçulmanas se a burca e o niqab são realmente uma imposição? Não era uma tarefa muito difícil: a estimativa é que apenas 2.000 mulheres portem essa vestimenta no país. Imagino que a França teria capacidade operacional de contatar pelo menos 10% delas para uma sondagem inicial.
Além de impor uma taxa de 150 euros para quem violá-la, determina que qualquer pessoa que force outra a usar a burca seja punida com um ano de prisão e o pagamento de 30 mil euros. Mas se supondo, claro, que seja feita alguma denúncia, o que eu tendo a achar bastante difícil sem um trabalho prévio, por exemplo, de proteção à vítima. 
Ou seja, não duvido que elas acabem ficando em casa porque não podem mais caminhar livremente com sua vestimenta, seja ela uma opção ou não. E há ainda uma hipótese pior: e se a comunidade muçulmana decide rechaçar aquelas que seguirem a nova lei, o Estado francês irá intervir aí também? Provavelmente, não.
O mais complicado, acredito, é que a França simplesmente desconsidera o fato de que as mulheres muçulmanas têm cérebro. Ainda as vê como submissas e atrasadas, sem acesso à informação.
Bem, basta olhar as imagens das revoltas no mundo árabe para perceber que elas estavam, sim, nas ruas, participando ativamente dos protestos e expressando suas vontades. Salvo exceções que remontam a tradições tribais ou a regimes ultra-rígidos, como o saudita, as mulheres islâmicas, assim como as mulheres em todo o mundo, têm tido acesso às universidades e estão se organizando para modificar sua condição de vida. Muitas vezes baseadas numa leitura crítica do Corão, e não em sua rejeição.
Uma demonstração disso podem ser as muçulmanas que saíram na segunda-feira determinadas a serem presas pelo governo francês. “Eu quero me vestir como bem entender. Não fico reclamando daquelas ocidentais que saem por aí seminuas, por que elas têm que questionar o que eu uso?”, declarou uma delas.
É a partir do momento em que as vemos como iguais que podemos debater francamente se o uso do véu é ou não uma opressão, sem imposições legais que atropelem qualquer argumentação. A proibição da burca e do niqab é um atraso no caminho de um mundo com mais equidade porque não é construída por meio do diálogo e do convencimento.
*Maíra Kubík Mano é jornalista e mantém o blog Viva Mulher. Escreveu este artigo a convite do Opera Mundi

CHARGE:



Questões:
1) Na sua opinião, o que teria motivado a proibição da Burca e do Niqab na França?
2) Por que podemos classificar a posição do governo francês de etnocêntrica? Justifique.
3) Relacione a charge ao conceito de etnocentrismo estudado. (Para relembrar o conceito clique aqui).
4) O texto e a charge problematizam a questão da mulher em diferentes sociedades. Faça uma relação entre os dois e dê a sua opinião sobre o tema.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Ciência da sociedade

Leia o texto abaixo:

Mas o que é uma atitude científica em Sociologia? É a atitude de, a partir da constatação de um problema social, observar os fatos e a realidade dos indivíduos e grupos, suas relações, formular uma hipótese de explicação e, ao final, pronunciar leis ou tendências de que um fato ocorre por motivos tais e tais.

Vamos descrever um exemplo: temos um problema social que se chama desemprego (é social porque atinge vários indivíduos). A partir dessa constatação, poderíamos formular a hipótese de que a política econômica de um governo promove o desemprego. Em seguida, passamos a observar a realidade com dados estatísticos em mãos, pesquisas com desempregados para ver os motivos que levaram ao desemprego. Ao final, retornamos a nossa hipótese e podemos verificar que a política macroeconômica tende a provocar desemprego em massa num país (...) 

OLIVEIRA, Luiz Fernando e COSTA, Ricardo Cesar Rocha. Sociologia para jovens do século XXI. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2007. Página 26. 

1) Quais diferenças entre um conhecimento do senso comum e um conhecimento sociológico você pode destacar?

2) Dê exemplos sobre preconceitos sociais que você conhece que são baseados no senso comum (mínimo de 3).

3) Como você poderia usar o conhecimento sociológico para desconstruir esses exemplos de preconceito?

 

Vizinhos e internautas

Rio de Janeiro - Estudiosos do comportamento humano na vida moderna constatam que um dos males de nossa época é a incomunicabilidade das pessoas. Já foi tempo em que, mesmo nas grandes cidades, nos bairros residenciais, ao cair da tarde era costume os vizinhos se darem boa noite, levarem as cadeiras de vime para as calçadas e ficar falando da vida, da própria e da dos outros.
A densidade demográfica, os apartamentos, a violência urbana, o rádio e mais tarde a TV ilharam cada indivíduo o casulo doméstico. Moro há 18 anos num prédio da Lagoa; tirante os raros e inevitáveis cumprimentos de praxe no elevador ou na garagem, não falo com eles nem eles comigo. Não sou exceção. Nesse lamentável departamento, sou regra.
Daí que não entendo a pressão que volta e meia me fazem para navegar na internet. Um dos argumentos que me dão é que posso falar com pessoas na Indonésia, saber como vão as colheitas de arroz na China e como estão os melões na Espanha.
Uma de minhas filhas vangloria-se de ser internauta. Tem amigos na Pensilvânia e arranjou um admirador em Dublin, terra do Joyce, do Berard Shaw e do Oscar Wilde. Para convencê-la de seus méritos, ele mandou uma foto em cor que foi impressa em alta resolução. É um jovem simpático, de bigode, cara honesta. Pode ser que tenha mandado a foto de um outro.
Lembro a correspondência sentimental das velhas revistas de antanho. Havia sempre a promessa: "Troco fotos na primeira carta". Nunca ouvi dizer que uma dessas trocas tenha tido resultado aproveitável. Para vencer a incomunicabilidade, acredito que o internauta deva primeiro aprender a se comunicar com o vizinho de porta, de prédio, de rua. Passamos uns pelos outros com o desdém de nosso silêncio, de nossa cara amarrada. Os suicidas se realizam porque, na hora do desespero, falta o vizinho que lhe deseje sinceramente uma boa noite.
CONY, Carlos Heitor. Vizinhos e internautas. Folha de S. Paulo, 26 jun. 1997. Opinião, p. A2

Atividade:
1) No texto, Carlos Heitor Cony fala de mudanças que ocorreram nas cidades nos últimos anos. No lugar onde você vive, ocorreram mudanças importantes nos últimos trinta anos? Cite pelo menos duas e explique como elas alteraram o modo de vida e as relações entre as pessoas.
2) Você pensa que as mudanças na sociedade podem influir no comportamento das pessoas no espaço da família, da escola ou de outros grupos de convívio? De que forma?
3) A internet nos aproxima de muitas pessoas que com frequência nem conhecemos, mas parece que nos distancia de quem está perto de nós. O que você pensa disso?
4) Reflita brevemente sobre como seria seu relacionamento com sua família e amigos se não existisse comunicação online. O que seria diferente? O que seria melhor? O que seria pior?

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mulheres e movimentos sociais - Atividade

Leia, a seguir, o documento 1 e observe a imagem exposta no documento 23 para responder ao roteiro de questões:

Documento 1
O AEROPLANO COMO VEÍCULO DE PROPAGANDA*
Folha da Manhã, sábado, 12 de maio de 1928.

RIO, 12 - O feminismo continua sua propaganda.
Hoje, a cidade assistiu a um interessante e inedito acontecimento. Distinctas senhoras, que fazem parte proeminente da diretoria da "Federação Brasileira pelo Progresso Feminino", voaram sobre a ciade em aeroplano, distribuindo cartões postaes e manifestos de propaganda do voto feminino.
Foram as sras. Bertha Lutz, sua brilhante presidente, d. Maria Amalia Bastos, primeira secretaria, e dra. Carmen Velloso Portinho, thesoureira.
Um dos postaes tinha os seguintes dizeres:
"As mulheres já podem votar em trinta paizes e um Estado brasileiro, por que não hão de votar em todo o Brasil?"
[...]
As feministas deixaram ainda cahir o seguinte appello à imprensa:
"A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, orgam do movimento feminista no Brasil, faz um appello á imprensa carioca, sempre generosa na defesa das causas nobres, solicitando que dê o seu apoio á campanha em pról dos direitos politicos da mulher".

*Mantida a grafia original
Almanaque Folha de São Paulo. Disponível em: <http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_12mai1928.htm>. Acesso em: 25/7/2007.

Documento 2




Questões:

  1. Em relação ao documento 1:
    • Com base na leitura da reportagem de 1928, identifique as principais reivindicações do movimento feminista no episódio relatado.
    • Sobre a tática de ação das feministas utilizada no episódio, pode-se dizer que ela foi eficiente para divulgar as ideias do movimento? Por quê?
    • Pode-se afirmar que as reivindicações feministas de 1928 obtiveram sucesso? Justifique sua resposta.
  2. Observe atentamente as imagens que compõem o documento 2:
    • Quais são as principais reivindicações ligadas ao movimento feminista atualmente?
    • Você considera que essas reivindicações estão sendo discutidas pela sociedade? Em que situações?
    • É correto afirmar que as reivindicações atuais do movimento feministas são acatadas pela sociedade? Por quê?
  3. Comparando o contexto da década de 1920 e a situação das mulheres hoje:
    • Quais foram as principais conquistas obtidas pelo movimento feminista nas últimas décadas, na sua opinião?
    • Considerando que os movimentos sociais têm como finalidade produzir a transformação social, é correto afirmar que o movimento feminista foi bem-sucedido em seus objetivos ao longo do século XX? Justifique.
  4. Aponte cinco situações na sua vida hoje que não seriam possíveis sem as conquistas alcançadas pelo movimento de mulheres (seja você homem ou mulher).
  5. Em que situações cotidianas a igualdade entre os sexos ainda não foi alcançada? Justifique com exemplos retirados da mídia ou vivenciados no seu dia-a-dia.
Se você acha que feminista tá sempre de cara pintada e faixa na mão, clique aqui!

Adaptado de Dimenstein, Gilberto et. all. Dez Lições de Sociologia, pág.269, 270

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Trabalho e Movimentos Sociais

1) Trabalhador rural, autoria desconhecida, 2010
2) Caipira picando fumo, J. F. de Almeida Júnior, 1893

4) Escravo de ganho, Jean-Baptiste Debret, 1834-1839


3) Cabano paraense, Alfredo Norfini, 1940


1) Descreva cada um dos homens retratados, discorrendo sobre suas características físicas e possíveis características psicológicas, com base em elementos presentes nas imagens.
2) É correto afirmar que os homens retratados são da mesma região do país? Justifique sua resposta formulando hipóteses para a origem de cada um deles.
3) Compare as quatro imagens: 
    a) Embora tenham sido produzidas por autores diferentes e em épocas diferentes, pode-se dizer que elas têm alguma preocupação em comum? Qual?
    b) Como cada artista retratou o homem brasileiro? Elenque semelhanças e diferenças entre as quatro representações.
4) Os movimentos sociais pressupõem "os sujeitos históricos como protagonistas da transformação social". Nesse sentido, em qual das representações acima do povo brasileiro você identifica maior possibilidade de mobilização? E em quais imagens o conformismo é expressado de maneira mais evidente? Justifique.
5) Se você fosse representar um trabalhador brasileiro como ele seria (represente com pintura, desenho, vídeo ou fotografia)? Cite as características físicas e psicológicas do seu personagem.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cangaço e Violência

Morte de Lampião, 
a Chegada de Lampião e Maria Bonita a Maceió e Corisco Vingando seu Chefe
(poema de Novas Proezas de Lampião, de João Martins de Athayde)

O cangaceiro é doente
É um indivíduo anormal
Recebendo a influência
Do ambiente social
Com justiça e instrução
É difícil um Lampião
Cair na trilha do mal [...]

Também não está direito
Ter pena dele demais
Dizer que eles são heróis
Como muita gente faz
Cadeia pra esta gente
Com tratamento decente
Em prisões especiais

Atividade:
1) Como o autor caracteriza o cangaceiro?
2) De acordo com o cordelista, o que leva uma pessoa a se tornar criminosa - no caso, um cangaceiro? Exemplifique com passagens do texto.
3) Pode-se afirmar que o autor concorda com o desfecho dado pelo Estado ao cangaceiro? Justifique sua resposta. (Você pode consultar o post Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião")
4) Você considera que os motivos que levam ao cangaço, segundo o autor, se aproximam mais da concepção de Cesare Lombroso ou de Émile Durkheim? Justifique sua resposta. (Para responder essa questão, tenha em mente a explicação dada em sala de aula. Você também pode ler o post O estudo do crime).


Extraído de Dimenstein, Gilberto. Dez Lições de Sociologia - para um Brasil cidadão. São Paulo: FTD, 2008.