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quinta-feira, 12 de março de 2015

Normal?!

Charge de Chris Guillebeau.

Desde que nascemos, fomos condicionados a acreditar que devemos seguir um certo padrão para que possamos ser aceitos na sociedade. Tudo o que é diferente pode causar constrangimento, então toda a nossa realidade foi criada de modo a que não nos diferenciássemos do que é considerado normal pelos padrões sociais. O conceito de normalidade atual envolve se formar na escola, escolher um curso e ingressar na faculdade, fazer estágio, subir de cargo de tempos em tempos, arrumar um par, se casar, ter filhos, comprar uma casa, mobiliá-la e provavelmente passar bons anos pagando por tudo isso. Esse é um estilo de vida que pode ser interessante para muita gente, mas por um outro lado, também existe muita gente que não se encaixa nessa sequência de expectativas e que acha um desperdício ter que viver conforme os padrões alheios.
Por causa dessa educação e da influência cultural que tivemos, somos tomados por um grande medo do fracasso que nos impede de ir em uma nova direção – mesmo tendo certeza que essa nova direção poderia nos trazer muito mais satisfação e felicidade. O fantasma do “e se” nos assombra: “E se tudo der errado?”, “E se meus pais ficarem decepcionados?”, “E se eu não conseguir manter o meu padrão de vida?”, “E se a educação dos meus filhos for prejudicada?”. Como encontrar respostas para tantos “e se” é algo difícil, geralmente empacamos nessa fase e deixamos nossos sonhos serem somente sonhos.

Texto e imagem extraídos de: http://nomadesdigitais.com/8-coisas-terriveis-que-podem-acontecer-se-voce-largar-tudo-para-correr-atras-dos-seus-sonhos/# 
Vai até lá pra ler o restante. É bem legal!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Desenvolvimento humano e capitalismo


Atualmente, no bojo da sociedade capitalista, a palavra "trabalho" nos remete, imediatamente, à ideia de emprego, ou seja, o trabalho em troca de salário, mas não necessariamente da satisfação das necessidades humanas. Por isso, para Marx, o capitalismo possibilitou a emergência da venda da força de trabalho em troca do que chamamos de salário. Trabalhamos ara termos condições de comprarmos outras coisas que julgamos precisar e que outras pessoas produzem e assim por diante. Neste sentido, é importante assinalar que o trabalho, mas do que realização humana é, hoje, um meio para o consumo - trabalha-se para se poder comprar.

Pesquisas apontam que, no contexto da sociedade capitalista, a classe trabalhadora produz para, com isso, obter condições de também consumir, mais do que atender às necessidades básicas de comer, vestir, morar, estudar e se distrair. O consumo passa a ser um elemento fundamental na manutenção dessas condições e torna o produto a ser comprado o elemento mais importante para a satisfação pessoal do trabalhador - uma corrida desesperada a ter cada vez mais aquilo que não se necessita.




Extrato adaptado de GUZZO, R.; TIZZEI, R.; ALVES, L. Sofrimento e vida: (Im) possibilidades de enfrentamento e superações. In: Psicologia Social: Perspectivas críticas de atuação e pesquisa.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Trabalho remunerado diminui tempo livre


Todas as análises que têm sido feitas demonstram que desde os anos 2000 o mercado de trabalho brasileiro tem melhorado muito: há, por exemplo, mais gente ocupada, menos desempregados e mais assalariados do ponto de vista formal, com carteira assinada. Mesmo assim, as pessoas estão trabalhando mais, de forma mais intensa, e esse tempo de trabalho está invadindo cada vez mais a vida particular das pessoas”, afirmou o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea André Gambier Campos nesta quarta-feira, 21, em Brasília, durante a apresentação do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Trabalho e tempo livre.
 
De acordo com a análise feita pelo Instituto, para um grupo dos entrevistados – de 30% e 50% deles – há uma percepção comum da relação entre o tempo de trabalho e o tempo livre: a de que o tempo de trabalho remunerado afeta de modo significativo, crescente e negativo o tempo livre. Isso, segundo o pesquisador, é um fenômeno preocupante, porque gera uma série de consequências negativas para a vida desses trabalhadores, como cansaço, estresse e desmotivação, além de prejuízo das relações familiares e de amizade, das atividades esportivas, educacionais etc.
 
Para André Gambier, não deixa de ser contraditório observar que a percepção desse grupo de entrevistados conflita com a leitura que se fez dos dados da PNAD/IBGE, os quais mostram uma aparente redução da importância do tempo de trabalho na vida cotidiana da população brasileira. Ele disse que parte da explicação pode ser uma “diluição” das fronteiras entre tempo de trabalho e tempo livre, já que para quase metade dos entrevistados, mesmo quando é alcançado o limite da jornada diária, o trabalho continua a acompanhá-los, até mesmo em suas casas.
 
O estudo aponta também que apesar da percepção comum de que o tempo de trabalho afeta de maneira significativa, crescente e negativa a qualidade de vida, somente um quinto dos entrevistados pensam em trocar de ocupação por conta disso. E ainda que a pesquisa não trate especificamente do tempo de trabalho não remunerado, desenvolvido no âmbito doméstico, traz algumas informações a respeito: esse tempo de trabalho é significativo na vida diária dos entrevistados – um quarto das respostas indicam que em caso de nova lei prevendo a diminuição da jornada de trabalho, a principal destinação do tempo livre seria o cuidado com a casa e a família.
 
O SIPS ouviu 3.796 pessoas residentes em áreas urbanas, das cinco regiões do país. A pesquisa analisa, por exemplo, se o trabalhador consegue se desligar das preocupações profissionais após o período de trabalho, se realiza outras atividades cotidianas, se o tempo dedicado ao trabalho compromete sua qualidade de vida, e a percepção a respeito da redução da jornada de trabalho.
 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Jovens

"O que é ser jovem?" Essa já é uma pergunta difícil... E se eu perguntar o que é ser jovem HOJE? Complica mais, né? rs
Olha aqui um jeito fácil, fácil de compreender você, seus pais e até seus avós