segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Avaliação de 4º Bimestre - Primeiro Ano (Sociologia)
Seguem os links para a avaliação do 4º bimestre. São 4 - 3 textos com perguntas sobre eles e uma avaliação final.
As regras do jogo:
-Pode ser feito individual ou em grupo de, no máximo, 4 pessoas
-Devem ser respondidos ou entregues até dia 4/12, ou seja, nossa próxima aula.
-Podem ser respondidos diretamente online ou só as respostas em papel (prefiro que seja online, mas se não tiver como, ok)
-Lembrem de colocar os nomes de cada componente do grupo.
-Não copiem respostas da internet!!!
Qualquer dúvida, entre em contato:
Email:
re.rsantos@hotmail.com
Facebook:
Blog da Professora Renata (página)
Professora Renata (perfil)
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Avaliação Final - Segundo Ano (Sociologia)
PRIMEIRA ETAPA - INDIVIDUAL
Entrevista com algum
familiar (pai, mãe, tia, tio...) de 30 anos ou mais que trabalhe.
- Identificação
- Grau de parentesco
- Idade
- Profissão
- Vida profissional
- Qual foi seu primeiro trabalho?
- Com quantos anos você começou a trabalhar?
- Qual foi o motivo pelo qual você começou a trabalhar?
- Você se arrepende de ter começado a trabalhar com essa idade? Se tivesse outra oportunidade, começaria mais cedo ou mais tarde?
- Sonhos e expectativas
- Quando era criancinha, o que você respondia quando perguntavam o que queria ser quando crescesse?
- E quando você tinha a minha idade? O que você queria ser profissionalmente?
- Por que você acha que isso não aconteceu?
- Se você pudesse voltar no tempo em que você tinha a minha idade e dar um conselho pra você mesmo, qual conselho você daria?
SEGUNDA ETAPA - GRUPO DE 3 A 5 INTEGRANTES
- Analisem brevemente as respostas. Foram parecidas? Alguma surpreendente?
- Relacione as respostas do bloco 2 (Vida profissional) ao texto "Desenvolvimento Humano e Capitalismo".
- Assistam ao vídeo "Como desempacar e começar qualquer projeto" e relacionem às respostas do bloco 3 (Sonhos e expectativas).
Desenvolvimento humano e capitalismo
Atualmente, no
bojo da sociedade capitalista, a palavra "trabalho" nos remete,
imediatamente, à ideia de emprego, ou seja, o trabalho em troca de salário, mas
não necessariamente da satisfação das necessidades humanas. Por isso, para
Marx, o capitalismo possibilitou a emergência da venda da força de trabalho em
troca do que chamamos de salário. Trabalhamos ara termos condições de
comprarmos outras coisas que julgamos precisar e que outras pessoas produzem e
assim por diante. Neste sentido, é importante assinalar que o trabalho,
mas do que realização humana é, hoje, um meio para o consumo - trabalha-se
para se poder comprar.
Pesquisas
apontam que, no contexto da sociedade capitalista, a classe trabalhadora produz
para, com isso, obter condições de também consumir, mais do que atender às
necessidades básicas de comer, vestir, morar, estudar e se distrair. O consumo
passa a ser um elemento fundamental na manutenção dessas condições e torna o
produto a ser comprado o elemento mais importante para a satisfação pessoal do
trabalhador - uma corrida desesperada a ter cada vez mais aquilo que não se
necessita.
Extrato adaptado de GUZZO, R.; TIZZEI, R.; ALVES, L. Sofrimento e vida: (Im) possibilidades de enfrentamento e superações. In: Psicologia Social: Perspectivas críticas de atuação e pesquisa.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Trabalho remunerado diminui tempo livre
Todas as
análises que têm sido feitas demonstram que desde os anos 2000 o mercado de
trabalho brasileiro tem melhorado muito: há, por exemplo, mais gente ocupada,
menos desempregados e mais assalariados do ponto de vista formal, com carteira
assinada. Mesmo assim, as pessoas estão trabalhando mais, de forma mais
intensa, e esse tempo de trabalho está invadindo cada vez mais a vida
particular das pessoas”, afirmou o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea André Gambier Campos nesta quarta-feira,
21, em Brasília, durante a apresentação do Sistema
de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre Trabalho e tempo livre.
De acordo com
a análise feita pelo Instituto, para um grupo dos entrevistados – de 30% e
50% deles – há uma percepção comum da relação entre o tempo de trabalho e
o tempo livre: a de que o tempo de trabalho remunerado afeta de modo
significativo, crescente e negativo o tempo livre. Isso, segundo o pesquisador,
é um fenômeno preocupante, porque gera uma série de consequências negativas
para a vida desses trabalhadores, como cansaço, estresse e desmotivação, além
de prejuízo das relações familiares e de amizade, das atividades esportivas,
educacionais etc.
Para André
Gambier, não deixa de ser contraditório observar que a percepção desse grupo de
entrevistados conflita com a leitura que se fez dos dados da PNAD/IBGE, os
quais mostram uma aparente redução da importância do tempo de trabalho na vida
cotidiana da população brasileira. Ele disse que parte da explicação pode ser
uma “diluição” das fronteiras entre tempo de trabalho e tempo livre, já que
para quase metade dos entrevistados, mesmo quando é alcançado o limite da
jornada diária, o trabalho continua a acompanhá-los, até mesmo em suas casas.
O estudo
aponta também que apesar da percepção comum de que o tempo de trabalho afeta de
maneira significativa, crescente e negativa a qualidade de vida, somente um
quinto dos entrevistados pensam em trocar de ocupação por conta disso. E ainda
que a pesquisa não trate especificamente do tempo de trabalho não remunerado,
desenvolvido no âmbito doméstico, traz algumas informações a respeito: esse
tempo de trabalho é significativo na vida diária dos entrevistados – um quarto
das respostas indicam que em caso de nova lei prevendo a diminuição da jornada
de trabalho, a principal destinação do tempo livre seria o cuidado com a casa e
a família.
O SIPS ouviu
3.796 pessoas residentes em áreas urbanas, das cinco regiões do país. A
pesquisa analisa, por exemplo, se o trabalhador consegue se desligar das
preocupações profissionais após o período de trabalho, se realiza outras
atividades cotidianas, se o tempo dedicado ao trabalho compromete sua qualidade
de vida, e a percepção a respeito da redução da jornada de trabalho.
Fonte: www.ipea.gov.br
Você já ouviu falar em Patrimônio Cultural?
Você já ouviu
falar em patrimônio cultural? O
patrimônio cultural é composto de bens materiais e imateriais que devem ser
preservados por causa da sua relevância para uma região, cidade, país ou mesmo
para toda a humanidade. O que determina que um bem seja considerado patrimônio
cultural é a sua afinidade com a identidade ou cultura de um povo..
Os bens materiais podem ser construções e
bens imóveis, como monumentos, igrejas e outros prédios de importância
histórica ou arqueológica. Um conjunto de edificações, como é o caso das
cidades de Olinda e Ouro Preto, MG, também pode ser considerado patrimônio
cultural.
Já os bens imateriais constituem-se das
manifestações artísticas, da música, do folclore, da linguagem, dos costumes e
até mesmo dos hábitos culinários característicos de um determinado lugar. São
considerados patrimônios culturais brasileiros ritmos como o jongo e o samba e
comidas típicas como o baião-de-dois, o acarajé e a feijoada.
No Brasil,
como você pode conferir aqui, a miscigenação fez que muitos bens relacionados à
cultura englobassem características de outros povos, especialmente de índios,
negros e uma gama imensa de imigrantes (portugueses, italianos, alemães,
árabes, judeus etc.). Embora em sempre a convivência entre tantos povos tenha
sido harmônica, pode-se afirmar que dessa diversidade formou-se o que chamamos
de cultura brasileira.
O órgão
responsável pela preservação patrimonial no Brasil é o Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN. No site deles é possível
descobrir alguns bens materiais e imateriais já protegidos. Clique aqui e
confira.
Adaptado de : "10 Lições de sociologia para um Brasil
cidadão", de Gilbert Dimenstein et. all.
Cultura Brasileira
Ao longo da
história, a base da população brasileira foi constituída pela intensa
mestiçagem entre índios, africanos e portugueses (além de pequena participação
de franceses e holandeses). Durante os dois primeiros séculos de formação do
nosso povo, essa foi a marca que o distinguiu. A partir daí, todo imigrante
estrangeiro só reforçou a nossa miscigenação.
Isso quer
dizer que a base da nossa cultura resulta da mistura não apenas de três etnias,
mas, sobretudo - o que é importantíssimo - de três culturas diferentes. E essa
informação é muito mais relevante do que se costuma imaginar. Um dado biológico
acerca do brasileiro: a grande maioria do nosso povo tem sangue indígena e mais
da metade tem sangue negro. Um dado antropológico (cultural) do povo
brasileiro: a colonização portuguesa no Brasil só foi possível porque nós
assimilamos e adaptamos os saberes coletivos de índios e negros [e
brancos], que nos permitiram sobreviver no mundo tropical, extremamente difícil
de ser administrado pelos padrões (culturais) europeus. [...]
Embora as
origens da nossa população e da nossa cultura tivessem por base três povos com
saberes coletivos muito distintos, uma semelhança curiosa nos unia. Um traço
comum às três culturas: privilegiar o presente e não pensar no futuro de longo
prazo.
Para um povo
indígena que vivia em aldeias ultra saudáveis e num meio ambiente farto e bem
conhecido não fazia sentido se preocupar com o amanhã. Todos sabiam que a
sobrevivência estava garantida e que a natureza forneceria tudo o que fosse
necessário ao longo do ano inteiro.
Para o
africano trazido à força, a condição de escravo impunha pensar apenas na
sobrevivência do dia seguinte. Mirar o futuro, em geral, só o fazia deparar com
a triste perspectiva de consumir a vida num trabalho brutal, sem família, sem
vida própria.
Para o
português que viera aventurar-se em terras tropicais, o que o movia era a
chamada "febre do ouro". [...] No Brasil, o português tinha pressa.
Habitualmente, ele não vinha construir um mundo novo, mas usufruir das riquezas
e a liberdade que a Europa seria impossível obter. Assim, é de se supor que os
portugueses, em geral, estavam aqui "narcotizados" pela perspectiva
do curto prazo: gozar o dia de hoje numa terra sem pecado e sonhar com a sorte
de amanhã.
A confluência
de três culturas referentes à perspectiva do curto prazo tornou-se uma marca
importante na formação da cultura brasileira. A partir do século XIX, no
entanto, um fato histórico importante interferiu nessa tendência: a imigração
de outros povos com perfis culturais diferentes para o Brasil.
Alemães,
italianos, judeus, árabes e japoneses, todos de origem muito humilde,
instalaram-se em diversas regiões do país com o firme propósito de construírem
um mundo bem mais próspero para eles mesmos, suas famílias e seus
descendentes. Para esses imigrantes, a perspectiva do longo prazo era
essencial. Toda sua estratégia estava assentada na construção de um futuro em
nome do qual abandonaram suas pátrias e, para isso, dispuseram-se a enfrentar
um mundo desconhecido e quase sempre muito hostil.
O sucesso do
imigrantes e seu traço cultura de pensar o dia de amanhã influenciaram
sobremaneira no padrão cultural brasileiro: o de pensar, sobretudo, no dia de
hoje.
Extraído de: "10 Lições de Sociologia Para um Brasil Cidadão", de Gilberto Dimensteis et. all.
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